Caldas Novas decreta estado de calamidade após explosão de casos de Chikungunya
A cidade de Caldas Novas enfrenta um cenário crítico de saúde pública neste início de 2026. Diante do avanço acelerado dos casos de Chikungunya, a Prefeitura decretou estado de calamidade pública no município.

De acordo com dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), foram registradas 2.654 notificações da doença entre 1º de janeiro e 24 de fevereiro deste ano. Somente em janeiro, foram 1.530 casos notificados. Nas primeiras três semanas de fevereiro, o número chegou a 1.124 registros.
Atualmente, 16 pacientes permanecem internados em unidades de saúde da cidade em razão de complicações provocadas pela doença. As autoridades investigam um óbito suspeito, enquanto outro caso foi descartado após exames laboratoriais.
A rede hospitalar já opera sob pressão. O Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida relatou aumento significativo na demanda por atendimentos, tanto de pacientes com Chikungunya quanto com Dengue, agravando o cenário nas unidades de saúde.
Embora o painel de arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde (SES) indique 272 casos confirmados até o momento, é o volume de notificações — que inclui casos suspeitos — que fundamenta o alerta epidemiológico e a adoção de medidas emergenciais.
Em resposta à crise, a Prefeitura intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Chikungunya, Dengue e Zika. Entre as medidas adotadas estão reforço nas equipes de endemias, ampliação do fumacê em bairros com maior incidência e campanhas de conscientização junto à população.
As autoridades reforçam que a colaboração da comunidade é essencial para conter o avanço da doença, eliminando criadouros do mosquito e mantendo quintais e recipientes livres de água parada.






